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ROTA 40 PATAGONIA ARGENTINA
Cueva de Las Manos, Los Antiguos, Lago Buenos Aires, Lago Pueyrredón & Posadas
Cueva de Las Manos
O Rio Pinturas, no noroeste de Santa Cruz, corre por um cânion de 170 m de profundidade. Entre as pregas das suas altas paredes descobre-se a arte rupestre realizada pelos índios tehuelches há aproximadamente 9.000 anos.

Estas pinturas foram descobertas pelo padre De Agostini em 1941 e estão localizadas em três tipos de abrigos naturais: grutas, marquises e paredões. As famosas pinturas rupestres mostram a predominância de mãos e também de imagens de guanacos, desenhos geométricos, agrupamento de linhas, pontos e figura solar. Estes afrescos representam estampas de mãos em negativo e em positivo, em cores como o vermelho, ocre, amarelo, verde, branco e preto.

Os espaços pintados abarcam aproximadamente 60 m, e estão distribuídos por cerca de 200 m de frente. A profundidade das grutas é de 20 m, com uma entrada de cerca de 15 m de altura por 15 m de largura.

Em geral, as pinturas estão distribuídas no espaço compreendido entre o nível do chão e 3 m de altura, mas na gruta foram aproveitadas também algumas regiões baixas do teto, especialmente em direção ao fundo onde sua altura é relativamente escassa.

A Cueva de Las Manos encontra-se no sopé do cânion a 88 m sobre o nível do rio. Foi declarada Monumento Histórico Nacional por sua magnificência artística e por ser um dos mais importantes testemunhos dos caçadores pré-históricos que habitaram há mais de dez mil anos as estepes patagônicas povoadas por grandes manadas de guanacos.

Colonia Sarmiento
Cidade de mais de 10.000 habitantes localizada na região centro-sul de Chubut, especialmente conhecida pelos bosques petrificados José Ormaechea. Sua origem como colônia remonta ao fim do século passado quando chegaram os primeiros colonos gauleses, seguidos por lituanos e bôers camponeses sul-africanos que receberam asilo político no nosso país.

Sua paisagem compõe-se de uma sucessão de planícies escalonadas juntamente com grupos de serras isoladas e uma vegetação composta por arbustos de matas reduzidas e espinhosas tais como o típico "coirón", canharana e espinilhos. Existem poucas árvores grandes, que crescem inclinadas no sentido do vento. Apenas o curso dos rios que atravessam o continente de oeste a leste são remansos de frescura frente à aridez circundante.

Bosque Petrificado José Ormaechea
Localizado nas proximidades da Colônia Sarmiento, este bosque é uma grande reserva de madeira petrificada em estado natural, com restos de troncos de árvores, folhas, galhos, frutos e sementes. Estas árvores fósseis são as maiores do mundo e calcula-se que as coníferas originais podiam ultrapassar os 100 m de altura.

As maiores e melhores acumulações de madeira mineralizada encontram-se na Patagônia argentina. Nas eras Mesozóica e Cenozóica existiam ambientes propícios para o desenvolvimento de bosques, junto com a constante e intensa atividade vulcânica que tem fornecido a matéria-prima básica para a petrificação: o silex.

A petrificação significa que algo orgânico se converteu em pedra. Ao morrer um animal ou vegetal deve ser coberto por terra, cinza, areia ou lodo, o que forma uma capa protetora, mas permeável à água. Se o líquido penetrante possui sais ou silex, estas substâncias irão substituir as moléculas orgânicas por osmose.

Todo o processo pode durar séculos ou milênios, dependendo do volume de água disponível e da proporção de minerais que se encontram na mesma.

Los Antiguos

Uma pequena vila de 2.000 habitantes, localizada na margem sul do Lago Buenos Aires, às margens do rio Los Antiguos e a 64 km do Perito Moreno. Seu vale possui um particular microclima e uma paisagem atrativa composta de lagos e picos nevados da Cordilheira dos Andes. Possui canais de rego que alimentam permanentemente suas plantações e pitorescas chácaras que cultivam frutas finas como a cereja, morango e "guinda".

Lago Buenos Aires
Com uma superficie de 2.240 km2, é o segundo maior lago da América do Sul, depois do Titicaca. Suas águas são de cor azul profundo e desembocam no Oceano Pacífico pelo Rio Baker, o mais caudaloso do Chile. A paisagem dos arredores é árida, com arbustos baixos alternados por álamos ou "sauces". Sobre a margem chilena encontra-se a cidade de General Carreras. O lago conta com uma população ictióide composta por salmões, trutas e percas, o que constitui outro importante recurso econômico para a região.

L
agos Pueyrredón y Posadas
O Lago Pueyrredón é o maior. Como outros lagos da cordilheira patagônica é de origem glaciar. Por tal motivo trata-se de um lago muito profundo, de águas frias e limpas, povoado de abundante fauna ictióide, tais como a truta marrom, salmão do Pacífico, truta arco-íris, etc.

Atravessa o eixo dos Andes para internar-se em Chile Chico e formar a bacia do rio Baker que deságua no Oceano Pacífico em belos fiordes bordeados pelo imponente Campo de Hielo Norte. O lago Posadas é de menor tamanho e diferente cor (turquesa), o que brinda um belíssimo contraste. A diferença de cores, o azulado do Pueyrredón e o turquesa do Posadas, é a característica mais notável destes maravilhosos lagos.

Parque Nacional Perito Moreno

O Parque Nacional Perito Moreno é um prodígio natural que recebe menos visitantes que outras áreas protegidas da Argentina.

Por tal motivo, em suas grandes extensões quase virgens, a natureza mantém intacta sua beleza: lagos, montanhas, estepe e bosques dominados pela flora e pela fauna. Foi criado em 1937 e ocupa uma superfície de 115.000 hectares no noroeste do estado de Santa Cruz. O domínio de proteção deste influi em diversas áreas do bosque sub-antártico, estepe e espaços de transição entre ambos ecossistemas.

Dentro do parque encontramos as águas dos lagos Belgrano e Burmeister. Existe um caminho que leva à península do Lago Belgrano, com águas turquesa e abundante presença de flamingos, patos e "avutardas" e com a presença do cerro Heros. Encontramos espécies autóctonas como o "comesebo" patagônico ou o caburé, bem como guanacos formando manadas, compartilhando seu hábitat com pumas, raposas vermelhas e cinzas, nhandús e gatos monteses.


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